domingo, 23 de outubro de 2011

Mário Quintana


Madrigal
Tu és a matéria plástica de meus versos, querida...
Porque, afinal,
Eu nunca fiz meus versos propriamente a ti:
Eu sempre fiz versos de ti!
[Mario Quintana; Velório sem defunto, 1990]

o Eterno Cristo
O povo adora e vive suspirando por um Messias,
Que o venha libertar de tudo no mundo,
Mas quando esse Dia Santo
Chega afinal,
Todos os seus crentes, cheios de espanto e medo,
A única coisa que conseguem fazer é apedrejá-lo!
[Mario Quintana; Velório sem defunto, 1990]

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