quarta-feira, 20 de abril de 2011

Literatura de Cordel

Um cordel em homenagem a Salomão
(Poeta Raimundo Nonato)

Se a vida é de historia
Todo mundo historia tem
Teve historia o que passou
Vai ter historia o que vem
Viver também é uma arte
É a historia faz parte
Da vida ou morte de alguém

Sabemos que a historia
É ela a biografia
Cultura e vida de um povo
Que aqui passou um dia
Muita historia passadas
Hoje anda de mãos dadas
Com a arqueologia

Eu conheci Salomão
Ainda na mocidade
Um jovem cheio de sonhos
Buscando a realidade
Homem muito inteligente
Na oratória eloqüente
Conquistou estcidade

Um homem de muita fé
Tinha a coragem por virtude
Projetava e construía
Por ter garra e atitude
Fez o caps. Um dois e o três.
Em Sousa Salomão fez
Muitos postos de saúde

Apoiava a juventude
Foi um campeão de raça
Ele ganhou o DAESA
Deu água aos pobres de graça
E eu peço a Deus do céu
Que der a ele um troféu
A medalha e uma taça

Salomão homem de raça
Com Aline sua esposa
Trouxe o centro cultural
Cultural e o SAMU para Sousa
Era formado em direito
Por ser o melhor prefeito
Deixou seu nome na lousa

Ele deixou quatro filhos
Miriam Alice e Lafaiete
Mi rele e Maria Alice
Um bom futuro promete
Pode até nascer prefeito
Não com coragem do seu jeito
Com ele ninguém compete

Irmã de Doca e de Jorge
De Paulo e de Mar condão
De Buega e de Renato
Família de tradição
Socorro à única irmã dele
Sete irmãos oito com ele
O casulo Salomão

Foi filho de dona Miriam
Seu pai era Zé Gadelha
Guerreiro que defendia
Nossa camisa vermelha
No nordeste e no sertão
Para doutor Salomão
Não vai existir parelha

Morreu Salomão Gadelha
Com cinqüenta e teres de idade
Quando vinha de João pessoa
Pra Sousa nossa cidade
Chegando próximo a Pombal
Um acidente mortal
Trouxe-lhe a fatalidade

Em alta velocidade
O carro dele bateu
Em um carro do IBAMA
A tragédia aconteceu
No radio a triste surpresa
Anunciando a tristeza
Disse Salomão morreu

O povo de Sousa atônito
Sem querer acreditar
Ninguém aceita ouvir
A triste noticia no ar
Depois da triste surpresa
Que trouxe horrível tristeza
Sousa começou chorar

Começaram a lamentar
Pretos pobres e ciganos
Um homem sem preconceito
Amavam os seres humanos
Tinha sonho e projetava
E a trás e realizava
Sem abortar os seus planos

Com certeza Sousa em peso
Irar guardar na memória
Do ex, prefeito Salomão.
Seus feitos e sua historia
Do nosso herói Salomão
Morreu sendo campeão
Sonhando com a vitória

No dicionário dele
Não havia pessimismo
Tinha bravura e coragem
Força fé e otimismo
Desistir nunca dizia
Ia avante e conseguia
Com sua categoria

A vinte nove de agosto
De cinqüenta e sete nasceu
A vinte e cinco de novembro
De dois mil e dez morreu
Um homem sem preconceito
Salomão o melhor prefeito
Que Sousa já conheceu

Trouxe o festival do coco
E o carnaval molhado
Com festival do petróleo
Morreu sonhando a cordado
Era um homem muito ativo
Talvez se tivesse vivo
Tivesse realizado

Hoje só resta a saudade
Do prefeito Salomão
O Brasil todo lamenta
O nordeste e o sertão
Chora família e amigos
E até alguns inimigos
Tinha-lhe admiração

Em busca do bem de Sousa
Morreu na ultima viagem
Eu como um simples poeta
Fiz esta humilde mensagem
Da cultura de cordel
Como um eleitor fiel
Faço-lhe a ultima homenagem

Salomão e Lafaiete
Lilice e doutor Ti Ti
Discursando em tamborete
Viviam aqui e ali
Conquistou toda cidade
Partiu deixando saudade
Pra todos que moram aqui

Em todo bairro de Sousa
Quando Salomão chegava
Com tamborete na mão
A discursar começava
Todos lhe davam atenção
E para ouvir Salomão
Muita gente se ajuntava

O homem do tamborete
Fez da rua o comitê
E para ouvir seu discurso
Todos saiam pra vê
Ele discursar de novo
Salomão o nosso povo
Já mais vai lhe esquecer

Era fã de mar condão
O seu líder especial
E era igual a Marcondes
Tinha o mesmo ideal
Amava a cada irmão
E dizia que mar condão
Era o seu general

Lafaiete não desista
Mesmo estando de luto
Seus pais eram duas arvores
Você como filho é fruto
Sousa em peso chorou
Seu pai foi, mas, lhe deixou.
Pra ser seu substituto

Entre a tarde e a noite
Já quase no fim do dia
Numa quinta feira triste
O ex, prefeito morria.
Um ranger desgovernou
Teve alguém que cochilou
Era o que o povo dizia

Como um bom paraibano
O ex, prefeito da gente.
Da união dos prefeitos
Ele foi o presidente
Digo com convicção
Saudade de Salomão
A UNEP agora sente

Como um grande brasileiro
Honrou a sua missão
Foi bom filho e grande pai
Bom amigo e cidadão
Com certeza um grande esposo
Peço a Deus um bom repouso
Pra alma de Salomão

Um sábio e inteligente
Que se acuava doidão
Dizia TWITTA doido
Em qualquer ocasião
No TWITTER eu fiz visita
Hoje o poeta TUITA
Dando adeus a Salomão.


Homenagem ao político Salomão Gadelha, falecido em 25/11/2010.


Fonte:http://culturanordestina.blogspot.com/search/label/Poesia%2FCordel

Nenhum comentário:

Postar um comentário