quinta-feira, 28 de abril de 2011

A poesia está no ar...













ONTEM

Até hoje perplexo
ante o que murchou
e não eram pétalas.
De como este banco
não reteve forma,
cor ou lembrança.
Nem esta árvore
balança o galho
que balançava
ONTEM
Tudo foi breve
e definitivo.
Eis está gravado
não no ar, em mim,
que por minha vez
escrevo, dissipo.

Carlos Drummond de Andrade

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