quarta-feira, 30 de maio de 2012

Atividade de Leitura - 9º ano


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Aluno: ______________________________Série:__________Turma:______
Disciplina:___________________________Professor(a):________________

Atividade de leitura

Nesta atividade você vai ler vários textos. Vamos observar a função de cada um deles e as relações que estabelecem entre si.
TEXTO 1


1.A personagem de cabelo preto é Mafalda. Ela está conversando com sua colega, a Suzanita. No primeiro quadrinho as duas emitem opiniões diferentes. Qual o argumento usado por Suzanita para defender seu ponto de vista?
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2. Mafalda também defende seu ponto de vista, usando um argumento?
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3. A fala de Mafalda no último quadrinho indica que ela concorda com Suzanita? Explique.
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Texto 2
O IMPÉRIO DO CONSUMO
Eduardo Galeano
A explosão do consumo no mundo atual faz mais barulho do que todas as guerras e mais algazarra do que todos os carnavais. Como diz um velho provérbio turco, aquele que bebe a conta, fica bêbado em dobro. A gandaia aturde e anuvia o olhar; esta grande bebedeira universal parece não ter limites no tempo nem no espaço.
Mas a cultura de consumo faz muito barulho, assim como o tambor, porque está vazia; e na hora da verdade, quando o estrondo cessa e acaba a festa, o bêbado acorda, sozinho, acompanhado pela sua sombra e pelos pratos quebrados que deve pagar. (...)O sistema fala em nome de todos, dirige a todos suas imperiosas ordens de consumo, entre todos espalha a febre compradora; mas não tem jeito: para quase todo o mundo esta aventura começa e termina na telinha da TV. A maioria, que contrai dívidas para ter coisas, termina tendo apenas dívidas para pagar suas dívidas que geram novas dívidas, e acaba consumindo fantasias que, às vezes, materializa cometendo delitos. O direito ao desperdício, privilégio de poucos, afirma ser
a liberdade de todos.
(...)
«Gente infeliz, essa que vive se comparando», lamenta uma mulher no bairro de Buceo, em Montevidéu. A dor de já não ser, que outrora cantava o tango, deu lugar à vergonha de não ter. Um homem pobre é um pobre homem. «Quando não tens nada, pensas que não vales nada», diz um rapaz no bairro Villa Fiorito, em Buenos Aires. E outro confirma, na cidade dominicana de San Francisco de Macorís: «Meus irmãos trabalham para as marcas. Vivem comprando etiquetas, e vivem suando feito loucos para pagar as prestações».
[...]
O consumidor exemplar é o homem quieto. Esta civilização, que confunde quantidade com qualidade, confunde gordura com boa alimentação. Segundo a revista científica The Lancet, na última década a «obesidade mórbida» aumentou quase 30% entre a população jovem dos países mais desenvolvidos. Entre as crianças norte-americanas, a obesidade aumentou 40% nos últimos dezesseis anos, segundo pesquisa recente do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Colorado. O país que inventou as comidas e bebidas light, os diet food e os alimentos fatfree, tem a maior quantidade de gordos do mundo. O consumidor exemplar desce do carro só para trabalhar e para assistir televisão. Sentado na frente da telinha, passa quatro horas por dia devorando comida plástica.
Qualquer um entende, em qualquer lugar, as mensagens que a televisão transmite. No último quarto de século, os
gastos em propaganda dobraram no mundo todo. Graças a isso, as crianças pobres bebem cada vez mais Coca-Cola e cada
vez menos leite e o tempo de lazer vai se tornando tempo de consumo obrigatório. Tempo livre, tempo prisioneiro: as casas
muito pobres não têm cama, mas têm televisão, e a televisão está com a palavra. Comprado em prestações, esse
animalzinho é uma prova da vocação democrática do progresso: não escuta ninguém, mas fala para todos.
Pobres e ricos conhecem, assim, as qualidades dos automóveis do último modelo, e pobres e ricos ficam sabendo das
vantajosas taxas de juros que tal ou qual banco oferece. Os especialistas sabem transformar as mercadorias em mágicos
conjuntos contra a solidão. As coisas possuem atributos humanos: acariciam, fazem companhia, compreendem, ajudam, o
perfume te beija e o carro é o amigo que nunca falha. A cultura do consumo fez da solidão o mais lucrativo dos mercados.
(...)


1. Podemos dizer que o texto 2 tem o mesmo tema do texto 1?Explique.
1.    No texto 2 podemos observar algumas opiniões sobre o tema. Marque no texto algumas delas
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2.    2. A repetição de palavras pode ser defeito num texto, dificultando a clareza. Ou pode ser um recurso significativo. Observe o trecho abaixo e analise a repetição do termo destacado. Essa repetição é defeito ou recurso? Qual o significado dessa repetição?
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3.“A maioria, que contrai dívidas para ter coisas, termina tendo apenas dívidas para pagar suas dívidas que geram novasdívidas, e acaba consumindo fantasias que, às vezes, materializa cometendo delitos.”
3.    A que se refere o termo grifado no trecho: “Comprado em prestações, esse animalzinho é uma prova da vocação democrática do progresso: não escuta ninguém, mas fala para todos.” ?
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4.   4.  Observe a frase: “Um homem pobre é um pobre homem.” Como você percebeu há duas palavras repetidas, mas em ordem diferente. Essa mudança de ordem provoca uma mudança de sentido. Qual o sentido das expressões “homem pobre” e “pobre homem”?
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Atividade retirada do
II CADERNO DE APOIO PEDAGÓGICO -Coordenadoria de Educação- 9º ano - Prefeitura do Rio de Janeiro
Site:http://www.rio.rj.gov.br/web/sme/

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